Governo Federal, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Theatro Municipal, Associação dos Amigos do Teatro Municipal, Instituto Cultural Vale e Petrobras apresentam:

 

Theatro Municipal de Portas Abertas On-Line em 90 anos da OSTM.

 

Serão quatro concertos inéditos, a partir de 24 de setembro, todas as sextas-feiras, às 18h, de forma on-line e gratuita.


 

No mês em que a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro completa 90 anos de sua primeira apresentação, que aconteceu em 05 de setembro de 1931, com o grande concerto Tito Schipa, uma série de quatro obras de Mozart será apresentada a partir desta sexta-feira (24) nas redes oficiais do TMRJ. A regência é do maestro titular Ira Levin.

Pra dar início as comemorações, o Concerto para Trompa No3 em Mi Bemol Maior K447 que tem como solista o premiado trompista Philip Doyle, da OSTM.

 


Serviço:

 

Theatro Municipal de Portas Abertas On-line.

90 anos da OSTM.

Datas: 24 de setembro, 1º, 08 e 15 de outubro (sextas-feiras).

Horário: 18h.

Site - http://theatromunicipal.rj.gov.br/

Canal do YouTube - https://www.youtube.com/c/theatromunicipaldoriodejaneiro

Facebook - https://www.facebook.com/theatro.municipal.3

Instagram - https://www.instagram.com/theatromunicipalrj/?hl=pt-br

Classificação: Livre.

Apoio: Livraria da Travessa, Rádio MEC, Rádio SulAmérica Paradiso, Rádio Roquette Pinto - 94.1 FM.

Patrocínio Ouro Instituto Cultural Vale e Petrobras.

Lei de Incentivo à Cultura.

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Cláudia Tisato.

Fotos: Junior Barros\ Divulgação.

 

 

 

 

 

 

 

Workshop carioca dá voz para novos profissionais da estética negra

 

Personagens marcantes da nossa história em versão afro foram apresentados no evento.


 

Com o tema "Se reinvente", o workshop "Word Black" teve a terceira edição neste ano realizada neste domingo (19/09) no Hotel Mirador Copacabana, na Zona Sul do Rio. Reconhecido projeto com foco em estética negra, a principal atração foi a presença de profissionais novatos como palestrantes no lançamento do projeto "Espaço de Ensino Feirão dos Cabelos", que trouxe 6 histórias de superação para o palco do evento. Uma delas foi a de Wellyngton dos Santos Simeão, especialista em cabelos crespos e cacheados. Ele destacou a importância de participar de um evento nessa proporção.

"Perdi meu pai aos 6 anos, quando tive esse primeiro olhar para os cabelos. Tenho um salão voltado para cabelo afro em Padre Miguel. Então, ter a chance de aprimorar meus conhecimentos num evento como esse é muito significativo. Em 2019, eu estava aqui como representante de vendas e agora estar aqui como palestrante é uma experiência única", disse o profissional.

A cada ano com uma inovação, a edição de 2021 contemplou 6 empreendedores da região Sudeste, escolhidos entre Rio de Janeiro e Minas Gerais, através de um processo eliminatório que teve 4 etapas. No encontro, cada palestrante trouxe um personagem icônico da nossa história como Piratas do Caribe, Guerreira, Cruella, Carmen Miranda, a noiva e Cleópatra, todas na versão afro, com adornos trançados e maquiagem especial para o encontro.

"É uma necessidade de representatividade. Eu pude abrir os olhos para um novo mundo. Eu estava precisando renovar e sair da minha zona de conforto. Amei participar", disse Janete Lopes Cardoso, de 37 anos, cabeleireira e megahista de Juiz de Fora, Minas Gerais.

Outros quatro trancistas foram: Maicon Ribeiro, Monique Gomes, Jéssica Rosa e Luana Alcântara, que receberam uma mentoria de Danny Soares, além de visibilidade na mídia com a divulgação do evento. A proposta foi possível graças à parceria com o patrocinador "Feirão dos Cabelos", pioneiro na venda de cabelos sintéticos e orgânicos, no Rio de Janeiro, que em breve contará com um espaço próprio de cursos, além da oferta de aulas gratuitas, a cada dois meses, voltadas ao público negro.

"São pessoas que estão ingressando no ramo de palestras, selecionadas pela desenvoltura, autoconfiança e a vontade de participarem do evento. Eles participaram de uma imersão durante 4 dias em um hotel quatro estrelas e com despesas pagas nos dias que antecederam ao dia do encontro. Eles receberam um treinamento diferenciado com os principais temas que envolvem a estética negra", explica Danny Soares, empresária e idealizadora do evento.

O "World Black" reuniu um público menor do que o esperado devido à pandemia. Também apresentou possibilidades de trabalhos para profissionais da área da estética negra através das artes cênicas e outras modalidades nunca imaginadas por eles.

"O evento trouxe temas variados como, desde maquiagem até assuntos de marketing, empreendedorismo, teatro e psicologia, com outros convidados palestrantes. Mas o objetivo principal foi mostrar para os novos palestrantes que eles podem se reinventar em diferentes áreas atuando com a estética negra", explica a maquiadora Danny Soares.

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Angélica Zago.

Foto: Divulgação.

 

Associação TRANquilaMENTE foi criada por Vanessa Jaccoud para atender d.

 

Organização lança cartilha e livro que tratam de inclusão, acolhimento e saúde mental.


 

A psicóloga Vanessa Jaccoud criou a Associação TRANquilaMENTE, para atender indivíduos transgêneros e suas famílias, com uma equipe formada por psicólogos, psiquiatra, endocrinologista, fonoaudiólogo, cirurgião e todos os profissionais necessários ao melhor atendimento de cada caso. Localizada no Recreio dos Bandeirantes, RJ, terá valor popular e, além da parte de saúde física e mental, a Associação também promoverá capacitação, acesso a cursos de graduação e o necessário para que haja acolhimento, esclarecimento e inclusão.

Segundo Vanessa Jaccoud, a identidade de gênero, diferente da orientação sexual, é o ato de não ter identificação com seu gênero de nascimento, de se sentir pertencente à outra identificação, diferente da biológica. Ou seja, uma criança pode nascer menina e ao longo da vida perceber uma identificação com o feminino, ou não, como isso também pode acontecer com um menino.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou esse entendimento em seu guia que serve de referência para estatísticas e diagnósticos médicos: ser transgênero - em geral, ter uma identidade de gênero que não corresponde ao seu sexo atribuído ao nascer - não é doença.

Considera-se na verdade a condição de ser “trans” muito mais complexa na teoria, bem como na prática. Além de outros impactos ligados à questão da transgeneridade, existem problemas mais evidentes como a não aceitação na sociedade, dificuldades na hora de conseguir um emprego, conquistar a redesignação sexual, mudança para o nome social, além de tanta discriminação e preconceitos, os quais não faltam desde o início do percurso de transição até a fase de maturação da transição em si. Existem ainda outros obstáculos mais graves, que influenciam o fator psicológico. Tudo é delicado e complexo, nesta área do humano.

De acordo com Vanessa Jaccoud, o processo de percepção da própria transgeneridade se dá, através de alguns indicadores no próprio desenvolvimento humano, tal como a disforia de gênero, que provoca intensa inquietude e incômodo ao indivíduo trans, por entender que o seu corpo não reflete o que este realmente é. “Esta falta de identificação, acaba ocasionando outros problemas como ansiedade, angústia, depressão e até mesmo questões mais graves, como ideações e tentativas de suicídio, pois, de forma perturbadora, pode transformar tanto os sentimentos da pessoa, quanto ocasionar problemas familiares e profissionais”, avalia a profissional.

Segundo Vanessa, com alguns indivíduos, podem ocorrer desconfortos indicadores da incongruência de gênero desde a infância, porém, somente no desenvolvimento da pessoa, serão evidenciados os impactos predominantes. Os indivíduos transexuais sentem como experienciando o corpo trocado, demandando o tratamento psicológico, o qual é de extrema importância na condução de todo processo de reconhecimento do seu próprio self.

Cabe ao profissional qualificado na área, contribuir para que esse indivíduo primeiro seja acolhido na sua dor existencial e assim caminhem em conjunto para seu autoconhecimento e redução ou extinção dos conflitos implicados no quadro. Com ajuda profissional a pessoa poderá entender o que está acontecendo consigo, e ser orientada a buscar a terapia hormonal, e até mesmo a cirurgia de redesignação sexual, caso deseje, recebendo orientações técnicas dos especialistas quanto a todo o processo.

“Transexual, transgênero e travesti são termos que acabam confundindo muita gente sobre quais seriam as distinções entre estes indivíduos ou termos. Posso apontar que as travestis são, exclusivamente, indivíduos do gênero masculino que se percebem melhor no gênero feminino, sendo mulher, irão usar roupas do sexo feminino durante parte da vida para ter uma experiência temporária ou permanente de ser do gênero feminino. Algumas não farão a redesignação, outros sim. Elas podem enfrentar os mesmos conflitos e impactos que os transexuais e os transgêneros, além de encarar a falta de respeito à diversidade sexual. Por razão das identidades se pautarem pela ideia da auto identificação, sempre será mais assertivo compreender como o indivíduo se percebe e aprender sempre a respeitar essa questão” – explica Vanessa Jaccoud.

Existe muita confusão com relação às diferenças de orientação sexual e identidade de gênero, mas a psicóloga pontua: “A orientação sexual faz com que uma pessoa busque relacionamentos afetivo-sexual com pessoas do mesmo sexo (homo), sexo oposto (hétero) e ambos (bi), isso se ela não for um indivíduo assexual (não tem interesse na atividade sexual) ou pan (atração por pessoas, independente de seu sexo ou identidade de gênero). Já na identidade de gênero a questão é o sentir-se, perceber-se e identificar-se como mulher ou homem”.

 

Instagram: @dravanessajaccoud

 

Por: Clilton Paz.

Fonte: Paula Ramagem.

Foto: Divulgação.