Raffa Torres conquista 1º lugar nas rádios

Raffa Torres conquista 1º lugar nas rádios com ‘A Vida é Um Rio’.

A música tem o poder de acalmar o coração e transportar a mente para um estado de paz inimaginável. E assim é ‘A Vida É Um Rio’, canção do cantor e compositor Raffa Torres, que coleciona grandes conquistas desde o lançamento. Agora, a faixa atingiu o 1º lugar nas rádios de todo o país, de acordo com dados do relatório semanal da plataforma Crowley, referente aos dias 13 a 17 de julho, e, há pelo menos quatro semanas consecutivas, mantém-se entre as mais tocadas.


“É uma felicidade inexplicável ver minha música alcançando cada vez mais pessoas. Meu objetivo é tocar corações a partir do meu trabalho, e todo esse sucesso mostra que estou no caminho certo. Sou imensamente grato aos meus fãs, todos que me escutam, e a Deus pela oportunidade. ‘A Vida É Um Rio’ é, de longe, a minha música preferida”, conta Raffa. 
Além do topo do ranking nas rádios, a faixa também faz parte da trilha sonora da novela ‘Salve-se Quem Puder’, da Rede Globo, e as visualizações no Youtube ultrapassam 50 milhões nos clipes oficial e ao vivo.



Texto: Letícia Baptista.

Fotos: Divulgação. 

Ação especial de Dia dos Pais com live “Filho do Mestre”

Live abre espaço para os filhos de 4 grandes Mestres de capoeira carioca.

Neste domingo, 09, às 16h30, o coletivo A Liga homenageia o Dia dos Pais com programação virtual que abre espaço para os filhos de 4 grandes Mestres de Capoeira do Rio de Janeiro, para falarem sobre como é ser “Filho do Mestre”. A live é aberta a capoeirista e apaixonados por esta prática, apresentando momentos descontraídos e cheios de emoção. A transmissão ao vivo acontece no Facebook @aligario2020 e também no YouTube.


Promovida pela ativista social e também capoeirista, Janaina Bemvindo, a conversa contará com o Mestre Américo (Filho do Mestre Mintirinha), Mestre Alan Martins (filho do Mestre Martins), Contramestre Cobra (Filho do saudoso Mestre Dentinho) e também, da Janaína Bemvindo ou Instrutora Janaína (Filha do Mestre Touro).
De acordo com Janaína, a quarentena isolou muita gente, mas a tecnologia está aí para aproximar as pessoas. Ela se orgulha pelos quatro filhos dos capoeiristas, todos criados neste universo. Para ela a cultura forma e transforma a vida das pessoas.
“Trabalho com produção cultural há anos e amo capoeira. Acompanho gerações de crianças que cresceram neste meio, como exemplo dos nossos convidados e valorizo a prática da capoeira assim como a oferta de ações culturais.  É sempre importante pensarmos em oferecer aos pequenos, práticas saudáveis de cultura e esporte. Essa prática desperta o lado lúdico dos nossos filhos, sem falar que é um exercício de bem estar completo. Gostaria de aproveitar a data especial do Dia dos Pais para oferecer para amigos e interessados no tema, um momento gostoso de descontração entre famílias”.



Serviço:

Coletivo A Liga promove ação especial de Dia dos Pais com capoeiristas mirins;
Data:  09 de agosto – Domingo;
Horário: 16h30;
Participe pelo YouTube;

Texto: Alex Ferraz.
Fotos: Divulgação.


“Asfixia” – Um respiro artístico de Laura Finocchiaro

Em novo single e videoclipe, a artista reflete sobre confinamento e brutalidade dos novos tempos.

“Não consigo respirar”. A frase que traduz o momento atual – em que o novo coronavírus provoca insuficiência respiratória e a violência policial mata cidadãos negros – serviu de inspiração para a cantora e compositora Laura Finocchiaro, que acaba de lançar o single e clipe “Asfixia”, canção musicada por ela com letra do jornalista e compositor cearense Flávio Paiva, e distribuída pelo selo Plural de Cultura em todas as plataformas digitais. 


Fruto de mais de cem dias de trabalho remoto, num home studio, no Rio de Janeiro, “Asfixia” tem produção musical de Laura Finocchiaro, criada sob encomenda de Paiva para o catálogo “Arte na espreita e na espera...Poéticas na quarentena”, de Bené Fonteles, artista multidisciplinar de Fortaleza. A balada punk foi criada para um projeto amplo de produção cultural que enfatiza obras sobre os efeitos da pandemia do novo coronavírus na sociedade e vai compor o novo álbum da artista gaúcha, com previsão de lançamento no final do segundo semestre de 2020.
Se em tempos de pandemia é preciso muita criatividade, o videoclipe de “Asfixia” não fugiu à regra. A edição é assinada por Rafael de Carvalho, a partir de imagens produzidas e captadas pela própria Laura através de seu celular e por fotografias cedidas pelos fotógrafos profissionais Fernanda Chemale, Teo Ponciano, Eduardo Kobbi e Marian Starosta, que também assina a consultoria de imagens.
O videoclipe já nasceu com uma improvisação do cenário: Laura ergueu um pano preto como um fundo neutro para cantar e tocar sua guitarra cor-de-rosa, usando uma máscara feita com seu próprio “$ dólaura”. Além dessas, a artista usou as imagens que registrou por semanas, no amanhecer do dia, quando percebeu que seu próprio reflexo poderia se tornar uma nova criatura nas sombras projetadas na parede de sua casa.  Ao mesmo tempo, fotógrafos parceiros e amigos também registravam cenas promovidas pela quarentena, de New York a São Paulo, os cruzamentos, o vazio das cidades, o céu, a solidão, janelas, muros e becos.


“Toda a produção é um jogo criativo. O silenciamento imposto pelo medo demandou uma resposta da arte”, explica Finocchiaro, que também é guitarrista, compositora, arte-educadora, produtora e diretora musical.  “A letra já é um videoclipe, é um roteiro falado”, conta.
Para o parceiro de Laura, o contexto da pandemia é um convite à expressão artística: “Covid-19 é um produto massivo da espiral de uma época em desmesura. Em seu espectro de danos, essa doença gera falta de ar nos pulmões da intolerância social e ameaça o destino das vontades fúteis. Ante à pandemia, o indivíduo desprovido de alteridade vê o esvaziamento da sua satisfação particularista e entra em situação de sufoco”. Expandindo as ideias, como o ar expande os pulmões, Flávio Paiva arremata: “o fato de a principal saída para reduzir a propagação do vírus ser a de buscar proteger uns aos outros, de preferência ficando em casa, gerou uma insuficiência respiratória nas ideologias de segregação. Ao ser submetido à aventura da convivência física entre paredes, o indivíduo sofrente de só pensar em si caiu em desamparo”.
Na letra, o roteiro da asfixia de escala mundial: “O ar acabou pra mim em Wuhan / Acabou em Nova Iorque / Já não respiro nas ruas de São Paulo”.  Em outro trecho da canção, embalada pela guitarra rosa, loops e synths eletrônicos, Paiva escreve: “Sei que você me chama de algum lugar / Mas não consigo entender nada”: “E morto, de olhos arregalados / Não vejo nada, não saio de mim”.
O videoclipe traduz o ar parado, contrastando com a conhecida melodia de "Summertime", famosa ária do compositor americano George Gershwin, citada na melodia instrumental da composição. 


“Asfixia” é parte do álbum de inéditas que Laura Finocchiaro está produzindo em seu home studio e que será lançado até o fim de 2020. Fôlego não lhe falta. E assim, ela mantém a arte respirando por ajuda de seus aparelhos – a guitarra cor-de-rosa, sintetizadores e celular.

Texto: Sheila Gomes.

Fotos: Divulgação & Marian Starosta.