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Mostra das Galés às galerias, no MNBA, reflete o papel do negro na arte

Na passagem dos 130 anos da assinatura da Lei Áurea, o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC inaugurou, no dia 30 de maio, a exposição “Das Galés as Galerias: representações e protagonismos do negro no acervo no acervo do MNBA”


No contexto deste marco, a exposição busca proporcionar um olhar sobre as múltiplas representações do negro, bem como seus protagonismos encontrados em cerca de 80 obras do rico acervo do MNBA.

Dentre os trabalhos presentes na mostra, destacamos as telas “Redenção de Cã” (de Modesto Brocos, 1852); “Natureza-Morta” (1891, de Estevão Silva); “Colheita de flores” (1972, de Maria Auxiliador Silva); “Vista de um engenho de cana-de-açúcar” (cerca 1637/1680, de Frans Post); “O Pedinte” (1961, de Agnaldo Santos); e a escultura “Leonidas da Silva, o Diamante Negro” (1938, de Martins Ribeiro). 


A exposição “Das Galés às galerias: representações e protagonismos do negro no acervo no acervo do MNBA” explora um fio condutor, aonde múltiplas interpretações do negro e do legado afro-brasileiro vão tomando forma.

Enfocando as artes inseridas no contexto de épocas específicas, os curadores optaram por um recorte que abrange basicamente três momentos de nossa história onde as questões do negro e do nacional estão imbricadas na imaginação da brasilidade: da Colônia ao Império, o Brasil do Estado Novo e o Brasil atual, onde a brasilidade homogeneizada cede cada vez mais espaço a uma diversidade de identidades e tradições culturais caminhando para uma sociedade multicultural.

Da escravização à ideologia do branqueamento - tese racista, defendida pelas elites, de que através da imigração europeia e da mestiçagem o Brasil em 100 anos se tornaria uma nação majoritariamente branca e apta a integrar o grupo das nações civilizadas -, passando pelo mito da democracia racial, os discursos sobre raça tomaram formas diferentes. 


A exposição “Das Galés às galerias: representações e protagonismos do negro no acervo no acervo do MNBA” explora um fio condutor, aonde múltiplas interpretações do negro e do legado afro-brasileiro vão tomando forma.

Enfocando as artes inseridas no contexto de épocas específicas, os curadores optaram por um recorte que abrange basicamente três momentos de nossa história onde as questões do negro e do nacional estão imbricadas na imaginação da brasilidade: da Colônia ao Império, o Brasil do Estado Novo e o Brasil atual, onde a brasilidade homogeneizada cede cada vez mais espaço a uma diversidade de identidades e tradições culturais caminhando para uma sociedade multicultural.

Da escravização à ideologia do branqueamento - tese racista, defendida pelas elites, de que através da imigração europeia e da mestiçagem o Brasil em 100 anos se tornaria uma nação majoritariamente branca e apta a integrar o grupo das nações civilizadas -, passando pelo mito da democracia racial, os discursos sobre raça tomaram formas diferentes. 

Na contemporaneidade, estas narrativas sobre raça pautam-se pela multiculturalidade, na qual se defende a possibilidade de convivência numa mesma nação de grupos étnicos e culturais diversos.

Paralelamente à exposição, estão sendo promovidas oficinas criativas sobre o tema.



Exposição: 
Das Galés as galerias: representações e protagonismos do negro no acervo no acervo do MNBA
Período: 
30 de maio até 19 de setembro;
Visitação: 
Terça a sexta: das 10h às 18h. Sábados, domingos e feriado: das 13h às 18h;
Ingressos: 
R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. Grátis aos domingos;
Museu Nacional de Belas Artes/MNBA: Avenida Rio Branco, 199 – Tel: +55 21 3299-0600;

Nelson Moreira Jr - Assessoria de imprensa do MNBA: +55 21 3299-0638;

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Mostra das Galés às galerias, no MNBA, reflete o papel do negro na arte
Centro - Rio de Janeiro - RJ

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Foto: Divulgação
Postagem: Clinton Paz
Atualização: Equipe dozotro 06/06/2018

Revisão de texto: Clinton Paz - jornalista revista People Connected. DRT: 36598/RJ.